artesanato do nordeste

Conheça toda a beleza e encanto do Artesanato Nordestino

O artesanato no Nordeste é uma manifestação artística e cultural muito rica. Suas tradições manuais sofrem influências de diferentes povos e suas peças, técnicas, materiais e ferramentas apresentam muitas variações de estado para estado.

Os artesanatos típicos da região Nordeste são uma manifestação cultural e artística muito rica. Suas tradições manuais recebem influências de diferentes povos. As peças, técnicas, materiais e ferramentas apresentam diferenças de estado para estado.

Cada item carrega uma personalidade e vivência diferente. Isso porque grande parte do artesanato regional emprega matérias-primas extraídas da fauna e flora nativas, como madeira, pedras, conchas, barro, sementes, couro, pena, cipó e bambu.

Mas, mesmo com essa diversidade, o bordado manual e as rendas seguem como as expressões artísticas mais valorizadas da cultura nacional e mundial. Esses artesanatos típicos da região Nordeste são um atrativo turístico da localidade, além de fonte de renda principal para várias famílias.

Se você gosta do artesanato nordestino, continue a leitura deste post. A seguir, você descobre toda a beleza e encanto desta arte e porque vale a pena apreciá-la e ter um pouquinho dela em casa.

Boa leitura!

A história do artesanato no Nordeste

De uma maneira geral, o artesanato brasileiro é muito rico. O destaque da região Nordeste no segmento se deve, principalmente, às particularidades dos elementos utilizados no bordado e ao modo como as peças são produzidas. Além de ser rica em belas paisagens, a localidade apresenta uma incrível diversidade de técnicas manuais.

Nacionalmente reconhecida, a atividade dos artesãos nordestinos traduz com muita criatividade, encanto e habilidade as tradições, histórias e costumes locais. Além disso, os estados da região contam com uma disponibilidade significativa de matérias-primas. Vale lembrar que os recursos naturais são aproveitados das mais diferentes formas hoje em dia.

Os artigos esculpidos em barro, os utensílios decorativos de cerâmica, as cestas trançadas com fibras naturais e os produtos artesanais confeccionados com palha de coqueiro e taboa tomam conta de feiras, mercados e lojas de diversas localidades. A história e a cultura da região percorrem e alcançam todo o país por meio da riqueza dos artesanatos típicos da região do Nordeste.

Por outro lado, as rendas nordestinas ganharam fama e reconhecimento mundial. Confeccionadas pelas mãos hábeis das rendeiras, seus bordados enchem os olhos dos turistas e encantam visitantes e compradores pelas cores, beleza, riqueza de detalhes e, claro, por seu caráter artesanal e exclusivo.

Além disso, o ofício das rendeiras criou fontes de rendimento para suas famílias. Como a agricultura na região apresenta algumas dificuldades no cultivo, a prática se transformou em tradição e adquiriu uma forte relevância social, cultural e econômica.

Os principais tipos de bordados do Nordeste

Realizada quase que totalmente por mulheres, a confecção de rendas e bordados é uma indústria regional do Brasil. Embora o repasse das técnicas às futuras gerações apresente sinais de declínio, a produção caseira das peças permanece de vento em popa.

Isso porque, enquanto o trabalho era realizado de maneira mais abrangente antigamente, hoje em dia as rendeiras aplicam seus conhecimentos minuciosos em itens exclusivos e delicados, como roupas finas, vestidos de noiva, artigos para enxoval de bebês e objetos de decoração. Bacana, não é mesmo?

A seguir, eu conto quais são os principais tipos de bordado do Nordeste. Continue acompanhando para saber mais!

Renda de Bilro

Um dos maiores destaques dos artesanatos típicos da região Nordeste, a renda de Bilro fascina desde o início do processo de fabricação até a finalização das peças.

Presente em roupas, toalhas, lenços e outros artigos, o ofício é fonte de renda, mas também um momento de distração e união entre as mulheres que marcam a história da região e do povoado Morros da Mariana, em Ilha Grande do Piauí.

Trazida pelos portugueses e colonos açorianos ao Brasil, a técnica é desenvolvida pelas mãos das rendeiras que utilizam hastes de madeiras, almofadas, linhas e pedaços de papelão cheios de furos para confeccionar as peças.

Como esses papelões são passados de geração a geração, alguns motivos são exclusivos de determinadas famílias — daí a especificidade do bordado. Apesar desse trabalho não ser um elemento originalmente brasileiro, ele se tornou um produto local graças ao processo de aculturação.

Assim, esse artesanato típico da região Nordeste pode tomar diversas formas: desde toalhas, colchas, guardanapos e centros de mesa até aplicações em tecidos, leques, decotes de blusas, vestidos e camisolas.

Bordado de Labirinto

Também conhecido como crivo labirinto, o bordado de Labirinto é produzido a partir de tecidos finos — em especial, o linho. Assim como o Bilro, a técnica foi introduzida no Brasil por meio da colonização portuguesa e deriva de inúmeros trançados europeus.

O bordado foi desenvolvido a partir da combinação de elementos da cultura branca e tradições litorâneas já existentes no país. Sua técnica permite a produção de uma grande diversidade de desenhos, utilizando-se apenas do entrelace de fios por cima de uma trama têxtil em formato de tela.

Por sua vez, a tela é derivada a partir do desfiamento do linho ou outro tecido semelhante. Em seguida, uma porção de pano preservada margeia o artigo e confere forma a figuras e meandros alongados e similares às paredes de um labirinto.

Se antes a técnica era aplicada apenas em roupas de cama, mesa e enxovais de bebê, atualmente pode ser encontrada em diversos artigos de moda feminina, por exemplo.

Bordado Filé

Um artesanato típico da região Nordeste famoso por suas cores e trançados diferentes e criativos. Saiba que o Bordado Filé é passado de geração em geração e é considerado um verdadeiro tesouro cultural.

O nome tem origem no termo francês filet, que significa “rede”. Dessa forma, para o desenvolvimento do bordado, é necessário, de fato, tecer uma rede ou malha com pequenos distanciamentos. É nessa superfície tramada que as artesãs aplicam suas técnicas. Legal, não é?

Após a escolha das cores que complementarão a obra, as bordadeiras preenchem a rede com uma combinação de pontos e linhas variadas. Assim, são confeccionadas peças exclusivas, ricas em detalhes e com uma beleza realmente singular.

Bordado Boa Noite

Um dos grandes celeiros da arte alagoana, a Ilha do Ferro apresenta um trabalho manual que tem sido destaque em inúmeras publicações de moda nacionais e internacionais: o bordado Boa Noite. O nome do ponto refere-se a uma flor local que inspira trabalhos requintados.

Há quase um século, várias gerações de bordadeiras do vilarejo se dedicam ao singelo ritual de estampar no linho branco as formas do bordado. Quase extinta no Brasil, a técnica consiste em desfiar o tecido e reconstruí-lo em faixas com motivos florais e outras variações.

Entre as diversas peças criadas com o bordado estão almofadas, guardanapos, cortinas, marcadores de livros, toalhas de mesa e jogos americanos. Branco, lavanda, bege são as tonalidades mais encontradas, mas é possível ver peças em cores expressivas.

Renda Renascença

renda Renascença teve origem em Veneza, na Itália, e foi introduzida no país por freiras europeias. No Brasil, a delicada arte se difundiu pelas mãos das rendeiras nordestinas que têm passado seu conhecimento para as gerações seguintes.

Famosas pelos traços marcantes, pontos exclusivos e entrelaçados suaves, a renda Renascença é reconhecida pelo estilo de bordado feito exclusivamente à mão. Materiais como linha, agulha e lacê compõem toalhas, almofadas, mantas, colchas e lençóis.

Tradicionalmente confeccionadas em tecidos brancos, a renda Renascença do Nordeste ganhou versatilidade com o passar do tempo. É possível encontrar peças produzidas nas cores rosé, vermelho, azul-marinho e até mesmo preto. Bem diferente do tempo de nossas avós, né?

A renda Renascença também é aplicada em roupas finas, vestidos de noiva, roupinhas de batizado, objetos de decoração e artigos para enxoval de bebê, sabia? É difícil não se apaixonar por essas peças, afinal, a técnica confere um ar de sofisticação e elegância aos produtos.

Não é à toa que a renda Renascença é um dos artesanatos típicos da região Nordeste mais valorizados no mercado brasileiro e está sempre presente nas passarelas no país e mundo afora.

Bordado Richelieu

Um dos bordados mais antigos e admirados do mundo, o Richelieu é uma homenagem a um cardeal francês que fazia parte da corte do Rei Luís XIII. Naquela época, o religioso criou oficinas para a confecção desse tipo de trabalho manual destinado à monarquia.

Com uma incrível riqueza de detalhes, o Richelieu consiste em uma técnica de bordado aberto em que seus desenhos são contornados por um ponto conhecido como casear. Feitas com linhas brancas sobre tecidos leves e fundos claros, as gravuras podem ser feitas em vários itens, como toalhas, roupas, caminhos de mesa e colchas.

Delicadas, finas e harmoniosas, as peças apresentam uma beleza deslumbrante e um encanto irresistível. É comum encontrar a técnica em elementos decorativos, trajes finos, enxoval de bebê e acessórios infantis.

O artesanato do Nordeste em cada estado

Agora que descobriu mais sobre os bordados, é importante saber que esse não é o único artesanato típico da região Nordeste que merece admiração. Todo o seu prestígio e importância também se voltam a xilogravuras, garrafinhas com areias coloridas, bonecos de barros e tantas outras expressões artísticas presentes na localidade.

O artesanato regional é um dos responsáveis por ajudar a movimentar a economia local e gerar emprego e renda a toda uma comunidade. Além disso, é uma forma de entrar em contato com a história de uma região e ter a oportunidade de levar um pedacinho dela para dentro de casa.

Neste tópico, falo um pouco mis sobre os outros artesanatos típicos da região do Nordeste. Veja a seguir!

Alagoas

Alagoas tem um artesanato diversificado. Em Foz do Velho Chico, por exemplo, é comum encontrarmos produtos feitos com palhas de coqueiro e taboa. Em União dos Palmares, as fibras de bananeira chamam a atenção. Todas as produções são trançadas em fibras vegetais, que resultam em cestas, tapetes, chapéus, esteiras.

Já Água Branca, Palmeira dos Índios, Tanque D’Arca e Passo de Camaragibe se destacam pelas peças de cerâmica, moringas e jarras.

Bahia

Na Bahia são evidentes as peças indígenas, os instrumentos musicais de madeira e as artes em metal. Locais como Santa Terezinha e Castro Alves produzem jarras, moringas e tigelas de cerâmica. Vidros e barros também são matérias-primas utilizadas.

As redes de pesca são tradição em Xique-Xique. Nazaré das Farinhas é conhecida pela produção de miniaturas. Salvador é famosa pelos instrumentos usados em rodas de capoeira, como berimbau, atabaque e agogô, feitos, muitas vezes, em madeira. Também, encontramos na capital panos de prato, estátuas, colheres de pau e pilões.

Em Maragogipinho, no interior da Bahia, são produzidas diversos itens de cerâmica vendidos por todo o país. Esse, na verdade, é o principal sustento de diversas famílias que vivem no local. Com um punhado de argila, os oleiros (artesões que trabalham produzindo e comercializando produtos de barro) são capazes de produzir vasos, cachimbos, pratos, urnas mortuárias e muito mais.

Ceará

Cascavel é a maior produtora de cerâmica do estado. Juazeiro do Norte e Sobral são responsáveis pelos objetos de barro, como imagens do Padre Cícero e bois decorados com flores. As garrafinhas com areias coloridas também são parte da cultura local e, segundo a história, nasceram na praia de Majorlândia.

Fortaleza, Aracati, Quixeramobim e Maranguape produzem redes, chapéus e bolsas, tão adorados por nativos e turistas. Em Missão Velha, no Sul do estado da Bahia, a fibra de folha de bananeira se destaca. A matéria-prima, utilizada no passado como adubo, se transforma em diversos artigos de decoração, além de cestas, bandejas e até presépios.

Maranhão

O artesanato do Maranhão tem influência indígena. Encontramos muitos objetos de palha, penas de pássaro e madeira. Também há rendas de almofadas e redes de dormir. Fibra do buriti, babaçu, algodão, madeira estão entre as matérias-primas. Parnaíba, por sua vez, representa a cerâmica figurativa. Já Apiaí conta com cerâmica utilitária.

Paraíba

Na Paraíba, temos como principais produtos renda Renascença, Rococó, Richelieu, crochê, ponto cruz, tapeçaria, além de brinquedos populares. A cidade de Catolé do Rocha se destaca pelo batique, um tipo de pintura com cera de abelha e tinta. Campina Grande é responsável por esculturas de barro e flores feitas de fibras vegetais.

Pernambuco

Além dos famosos souvenirs de Porto de Galinhas, Pernambuco conta com xilogravuras, que são pinturas talhadas, na maioria das vezes, em madeiras feitas da árvore da cajazeira. Contudo, também podem ser feitas em tecidos, conchas e cangas.

A tinta mais usada é a preta e a peça pode ser usada para estampar novenários, almanaques e folhetos da literatura de cordel. Em Caruaru, há muitos acessórios para vaqueiros, além de bonecos de barro utilizados para efeito decorativo que representam figuras fortes da cultura local, como os vendedores, os músicos, as rendeiras, os cangaceiros etc.

Os bonecos de barro são um dos artesanatos típicos da região do Nordeste mais procurados, afinal, combinam bem com diversos espaços da casa, como a cozinha ou mesmo em prateleiras na sala de estar.

Quem aprecia a arte santeira vai se apaixonar pelo município de Tracunhaém. Na Lagoa do Carro, a tapeçaria é o bem material mais importante da cidade. Em Goiana o destaque vai para a fibra natural de cana-brava. Nos municípios de Poção e Pesqueira, a renda renascença encanta o mundo pelos seus pontos precisos e trabalho único.

Piauí

Piauí se caracteriza pela cerâmica decorativa e predominante em Teresina, Floriano, Oeiras, Parnaíba, Mendes, Simplício e Pedro II. São objetos como pratos, panelas e moringas. Também, há muitas peças de palha de coco e objetos feitos com fibras de agave, tucum, carnaúba e buriti.

Rio Grande do Norte

Assim como Ceará, Rio Grande do Norte produz muitas garrafinhas com areias coloridas, principalmente em Mossoró. São Gonçalo do Amarante é reconhecido pela cerâmica. As peças, de encher os olhos, são feitas com pedras, sisal, argila e palha.

A renda de bilro de alcaçuz é uma grande atração, no mercado do Maior Cajueiro do Mundo, é possível encontrar belos exemplares.

Sergipe

Sergipe conta com peças de palha, além do bordado Richelieu presente em vários itens, como cortinas bordadas. Elas são uma boa pedida para deixar ambientes mais elegantes e acolhedores, como a sala de estar ou o quarto do bebê. As rendas claras são as melhores opções para tornar a decoração mais versátil.

Além disso, há também a cerâmica de carrapicho em Neópolis. Os formatos das peças são decorativos e podemos encontrar figuras como asas de passarinho, espinhas de peixe e contornos de aves. Bacana, né?

Por que o artesanato típico da região do Nordeste deve ser prestigiado?

Além de ser fonte de renda para muitas famílias, o artesanato típico da região do Nordeste faz parte da cultura do nosso país e é um dos mais ricos e apreciados do mundo. É um trabalho que sobrevive há gerações e que carrega muitas histórias, tradições e influências de diversos povos.

Em suma, o artesanato nordestino faz parte do folclore brasileiro e é uma das mais belas expressões de arte do país. Graças à variedade de matéria-prima encontrada na localidade, é possível produzir diversas peças encantadoras, utilitárias e decorativas, que representam características específicas de uma determinada cultura ou região.

Apostar nesses itens para decorar a casa ou montar o enxoval do bebê, por exemplo, é uma boa maneira de apoiar comunidades que dependem da atividade artesanal para sobreviver, além de ser uma opção bacana para quem não renuncia a peças exclusivas, especiais e feitas à mão.

Pronto! Você já conhece muito sobre os artesanatos típicos da região do Nordeste. Como pode ver, existe muita história, cultura e arte por lá. Requisitados em todo o país, os produtos artesanais nordestinos são cada vez mais valorizados graças à exclusividade e riqueza de detalhes de suas peças.

E se você quiser fazer compras online de artesanatos típicos da região do Nordeste, uma dica essencial é conferir a reputação da empresa em redes sociais ou sites como Reclame Aqui, além, claro, da qualidade e procedência das peças. Essa é a melhor maneira de evitar frustrações com suas compras!

Gostou do artigo? Agora que sabe mais sobre os artesanatos típicos da região do Nordeste, vale a pena conhecer as peças e os bordados da Xique Xique Brasil. Tem alguma dúvida sobre nossos produtos? Entre em contato para eu ajudar você!

Nesse contexto, é importante ressaltar que grande parte do artesanato regional emprega matérias-primas extraídas da fauna e flora nativas — madeira, pedras, conchas, barro, sementes, couro, cipó e bambu, por exemplo.

No entanto, apesar dessa enorme diversidade, o bordado manual e as rendas seguem como as expressões artísticas mais valorizadas da cultura nacional. Isso porque, além de ser uma marca da localidade, esses ofícios também são um importante atrativo turístico e uma das principais fontes de renda de inúmeras famílias da região.

Que tal descobrir mais sobre essa importante expressão artística? Continue a leitura e descubra toda a beleza e encanto do artesanato do Nordeste do Brasil.

A história do artesanato no Nordeste

De uma maneira geral, o artesanato brasileiro é muito rico. O destaque da região Nordeste no segmento se deve, principalmente, às particularidades dos elementos utilizados no bordado e ao modo como as peças são produzidas. Além de ser rica em belas paisagens, a localidade apresenta uma incrível diversidade de técnicas manuais.

Nacionalmente reconhecida, a atividade dos artesãos nordestinos traduz com muita criatividade, encanto e habilidade as tradições, histórias e costumes locais. Além disso, os estados da região contam com uma disponibilidade significativa de matérias-primas. Vale lembrar que os recursos naturais são aproveitados das mais diferentes formas hoje em dia.

Cheios de estilo, os artigos esculpidos em barro, os utensílios decorativos de cerâmica, as cestas trançadas com fibras naturais e os produtos artesanais confeccionados com palha de coqueiro e taboa tomam conta de feiras, mercados e lojas de diversas localidades. Assim, a história e a cultura da região percorrem e alcançam todo o país por meio da riqueza dessas peças.

Por outro lado, as rendas nordestinas ganharam fama e reconhecimento mundiais. Confeccionadas pelas mãos hábeis das rendeiras, seus bordados enchem os olhos dos turistas e encantam visitantes e compradores pelas cores, beleza, riqueza de detalhes e, claro, por seu caráter artesanal e exclusivo.

Além disso, o ofício das rendeiras criou novas fontes de rendimento para suas famílias. Como a agricultura na região apresenta algumas dificuldades no cultivo, a prática se transformou em tradição e adquiriu uma forte relevância social, cultural e econômica.

Os principais tipos de bordados do Nordeste

Realizada quase que totalmente por mulheres, a confecção de rendas e bordados é uma indústria regional do Brasil. Embora o repasse das técnicas às futuras gerações apresente sinais de declínio, a produção caseira das peças continua de vento em popa.

Isso porque, enquanto o ofício era realizado de maneira mais abrangente em outrora, hoje em dia, as rendeiras aplicam seus conhecimentos minuciosos em itens exclusivos e delicados — como roupas finas, vestidos de noiva, artigos para enxoval e objetos de decoração.

Confira, a seguir, os principais tipos de bordado do Nordeste.

Renda de Bilro

Um dos maiores destaques do artesanato do Nordeste, a renda de Bilro fascina desde o início do processo de fabricação até a finalização das peças. Presente em roupas, toalhas, lenços e outros artigos, o ofício é fonte de renda, mas também um momento de distração e união entre as mulheres que marcam a história da região e do povoado Morros da Mariana, em Ilha Grande do Piauí.

Trazida pelos portugueses e colonos açorianos ao Brasil, a técnica é desenvolvida pelas mãos das rendeiras que utilizam hastes de madeiras, almofadas, linhas e pedaços de papelão cheios de furos para confeccionar as peças.

Como esses papelões são passados de geração a geração, alguns motivos são exclusivos de determinadas famílias — daí a especificidade do bordado. Apesar desse trabalho não ser um elemento originalmente brasileiro, ele se tornou um produto local graças ao processo de aculturação.

Assim, a renda de Bilro pode tomar diversas formas: desde toalhas, colchas, guardanapos e centros de mesa até aplicações em tecidos, leques, decotes de blusas, vestidos e camisolas.

Bordado de Labirinto

Também conhecido como crivo labirinto, o bordado de Labirinto é produzido a partir de tecidos finos — em especial, o linho. Assim como o Bilro, a técnica foi introduzida no Brasil por meio da colonização portuguesa e deriva de inúmeros trançados europeus.

O bordado foi desenvolvido a partir da combinação de elementos da cultura branca e tradições litorâneas já existentes no país. Sua técnica permite a produção de uma grande diversidade de desenhos, utilizando-se apenas do entrelace de fios por cima de uma trama têxtil em formato de tela.

Por sua vez, a tela é derivada a partir do desfiamento do linho ou outro tecido semelhante. Em seguida, uma porção de pano preservada margeia o artigo e confere forma a figuras e meandros alongados e similares às paredes de um labirinto.

Se antes a técnica era aplicada apenas em roupas de cama, mesa e enxovais de bebê, atualmente pode ser encontrada em diversos artigos de moda feminina, por exemplo.

Bordado Filé

Um dos principais representantes do artesanato do Nordeste, o bordado Filé permite a elaboração de trabalhos criativos, coloridos e diferenciados. Passada de geração em geração, a arte é considerada um verdadeiro tesouro cultural.

O nome tem origem no termo francês filet, que significa “rede”. Dessa forma, para o desenvolvimento do bordado, é necessário, de fato, tecer uma rede ou malha com pequenos distanciamentos — é nessa superfície tramada que as artesãs aplicam suas técnicas.

Após a escolha das cores que complementarão a obra, as bordadeiras preenchem a rede com uma combinação de pontos e linhas variadas. Assim, são confeccionadas peças exclusivas, ricas em detalhes e com uma beleza singular.

Bordado Boa Noite

Um dos grandes celeiros da arte alagoana, a Ilha do Ferro apresenta um trabalho manual que tem sido destaque em inúmeras publicações de moda nacionais e internacionais: o bordado Boa Noite. O nome do ponto refere-se a uma flor local que inspira trabalhos requintados.

Há quase um século, várias gerações de bordadeiras do vilarejo se dedicam ao singelo ritual de estampar no linho branco as formas do bordado. Quase extinta no Brasil, a técnica consiste em desfiar o tecido e reconstruí-lo em faixas com motivos florais e outras variações.

Entre as diversas peças criadas com o bordado estão almofadas, guardanapos, cortinas, marcadores de livros, toalhas de mesa e jogos americanos em diferentes tonalidades: branco, lavanda, bege e demais cores expressivas.

Renda Renascença

A renda Renascença teve origem em Veneza, na Itália, e foi introduzida em nosso país por freiras europeias. No Brasil, a delicada arte se difundiu pelas mãos das rendeiras nordestinas que têm passado seu conhecimento para as gerações seguintes.

Famosas pelos traços marcantes, pontos exclusivos e entrelaçados suaves, a renda Renascença é reconhecida pelo estilo de bordado feito exclusivamente à mão. Materiais como linha, agulha e lacê compõem toalhas, almofadas, mantas, colchas e lençóis.

Tradicionalmente confeccionadas em tecidos brancos, a renda Renascença do Nordeste ganhou versatilidade com o passar do tempo. Hoje em dia, é possível encontrar peças produzidas nas cores rosé, vermelho, azul-marinho e, até mesmo, preto.

Aplicados em roupas finas, vestidos de noiva, roupinhas de batizado, objetos de decoração e artigos para enxoval de bebê, a renda Renascença confere um ar de sofisticação e elegância aos produtos. Por isso, o material é cada vez mais valorizado no mercado artesanal brasileiro.

Bordado Richelieu

Um dos bordados mais antigos e admirados do mundo, o Richelieu é uma homenagem a um cardeal francês que fazia parte da corte do Rei Luís XIII. Naquela época, o religioso criou oficinas para a confecção desse tipo de trabalho manual destinado à monarquia.

Com uma incrível riqueza de detalhes, o Richelieu consiste em uma técnica de bordado aberto em que seus desenhos são contornados por um ponto conhecido como casear. Feitas com linhas brancas sobre tecidos leves e fundos claros, as gravuras são aplicadas em inúmeros artigos, tais como toalhas, roupas, caminhos de mesa e colchas.

Delicadas, finas e harmoniosas, as peças apresentam uma beleza deslumbrante e um encanto irresistível — não por acaso, adornam elementos decorativos, trajes finos, enxoval de bebê e acessórios infantis.

O artesanato do Nordeste em cada estado

Não só de bordados vive o artesanato no Nordeste. A região é a que contém mais estados do Brasil e, por isso, é muito rica em cultura. Todo o seu prestígio e importância também se voltam a xilogravuras, garrafinhas com areias coloridas e bonecos de barros, por exemplo.

O artesanato regional tem toda sua importância ao país. Ele é um dos responsáveis por ajudar a movimentar a economia local e a gerar emprego e renda a toda a comunidade. Conheça, agora, mais particularidades locais!

Alagoas

Alagoas tem um artesanato diversificado. Em Foz do Velho Chico, é comum encontrarmos produtos feitos com palhas de coqueiro e taboa. Em União dos Palmares, as fibras de bananeira chamam a atenção. Todas as produções são trançadas em fibras vegetais, que resultam em cestas, tapetes, chapéus, esteiras.

Já Água Branca, Palmeira dos Índios, Tanque D’Arca e Passo de Camaragibe se destacam pelas peças de cerâmica, moringas e jarras.

Bahia

Na Bahia, são evidentes as peças indígenas, os instrumentos musicais de madeira e as artes em metal. Locais como Santa Terezinha e Castro Alves produzem jarras, moringas e tigelas de cerâmica. Vidros e barros também são matérias-primas utilizadas.

As redes de pesca são tradição em Xique-Xique. Nazaré das Farinhas é conhecida pela produção de miniaturas. Salvador é famosa pelos instrumentos usados em rodas de capoeira, como berimbau, atabaque e agogô, feitos, muitas vezes, em madeira. Também, encontramos na capital panos de prato, estátuas, colheres de pau e pilões.

Ceará

Cascavel é a maior produtora de cerâmica do estado. Juazeiro do Norte e Sobral são responsáveis pelos objetos de barro, como imagens do Padre Cícero e bois decorados com flores. As garrafinhas com areias coloridas também são parte da cultura local e, segundo a história, nasceram na praia de Majorlândia.

Fortaleza, Aracati, Quixeramobim e Maranguape produzem redes, chapéus e bolsas, tão adorados por nativos e turistas.

Maranhão

O artesanato do Maranhão tem influência indígena. Encontramos muitos objetos de palha, penas de pássaro e madeira. Também há rendas de almofadas e redes de dormir. Fibra do buriti, babaçu, algodão, madeira estão entre as matérias-primas. Parnaíba, por sua vez, representa a cerâmica figurativa. Já Apiaí conta com cerâmica utilitária.

Paraíba

Na Paraíba, temos como principais produtos renda Renascença, Rococó, Richelieu, crochê, ponto cruz, tapeçaria, além de brinquedos populares. A cidade de Catolé do Rocha se destaca pelo batique, um tipo de pintura com cera de abelha e tinta. Campina Grande é responsável por esculturas de barro e flores feitas de fibras vegetais.

Pernambuco

Além dos famosos souvenirs de Porto de Galinhas, Pernambuco conta com xilogravuras, que são pinturas talhadas, na maioria das vezes, em madeiras feitas da árvore da cajazeira. Contudo, também podem ser feitas em tecidos, conchas e cangas.

A tinta mais usada é a preta, e a peça pode ser usada para estampar novenários, almanaques e folhetos da literatura de cordel. Em Caruaru, há muitos acessórios para vaqueiros e bonecos de barro.

O município de Tracunhaém se destaca pela arte santeira. Na Lagoa do Carro, a tapeçaria é o bem imaterial mais importante da cidade. Em Goiana o destaque a fibra natural de cana-brava. Nos municípios de Poção e Pesqueira, a renda renascença encanta o mundo pelos seus pontos precisos e trabalho único.

Piauí

Piauí se caracteriza pela cerâmica decorativa e predominante em Teresina, Floriano, Oeiras, Parnaíba, Mendes, Simplício e Pedro II. São objetos como pratos, panelas e moringas. Também, há muitas peças de palha de coco e objetos feitos com fibras de agave, tucum, carnaúba e buriti.

Rio Grande do Norte

Assim como Ceará, Rio Grande do Norte produz muitas garrafinhas com areias coloridas, principalmente em Mossoró. São Gonçalo do Amarante é reconhecido pela cerâmica. As peças, de encher os olhos, são feitas com pedras, sisal, argila e palha.

A renda de bilro de alcaçuz é uma grande atração, no mercado do Maior Cajueiro do Mundo, é possível encontrar belos exemplares.

Sergipe

Sergipe conta com o bordado Richelieu e peças de palha. Também, há cerâmica de carrapicho em Neópolis. Os formatos das peças são decorativos e podemos encontrar figuras como asas de passarinho, espinhas de peixe e contornos de aves.

Como você pôde ver, toda a região é muito rica em história, cultura e arte. Requisitados em todo o país, seus produtos artesanais são cada vez mais valorizados, graças à exclusividade e riqueza de detalhes de suas peças.

Caso deseje fazer compras online de artesanato no Nordeste, não se esqueça de conferir a reputação do site e a procedência das peças. Assim, você evita frustrações depois, combinado?

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1 Comentário

  1. É muito importante ter um portal como este para conhecermos melhor nossos produtos do nordeste. Do nosso querido Brasil.

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