Entenda qual a real importância do ácido fólico metilfolato na gravidez
A gestação é um momento que requer a adoção de alguns cuidados para que tudo corra bem. Uma dessas precauções é com o consumo de uma quantidade adequada de ácido fólico na gravidez, garantindo os níveis necessários tanto para a mãe quanto para o bebê.
Para isso, não só alimentos ricos nessa vitamina como suplementos são opções recomendadas. Afinal, ambas ajudam a atingir a dosagem ideal, a fim de proteger o desenvolvimento neurológico já nos primeiros estágios embrionários.
Confira mais informações e entenda a real importância disso a seguir!
O que é e para que serve o ácido fólico na gravidez?
Trata-se de vitamina hidrossolúvel do complexo B, também chamada de B9, folato ou metilfolato. De maneira geral, tem a função de produzir energia celular em períodos de crescimento, bem como tecidos, músculos e hemácias, ajudando a curar ferimentos ou reparar o DNA.
Contribui principalmente para o funcionamento adequado dos sistemas nervoso e cardiovascular. Mais que isso, apoia a imunidade, a capacidade cognitiva e a saúde mental. No campo da prevenção, se destaca em relação a males degenerativos, como demência ou Alzheimer, e a tumores.
Entretanto, o consumo do ácido fólico na gravidez é ainda mais essencial, já que serve para:
- prevenir doenças no bebê, como malformações fetais neurológicas causadas por defeitos do tubo neural;
- reduzir o risco de anemia gestacional e depressão pós-parto na mãe;
- minimizar as chances de um nascimento prematuro e da incidência de quadros de baixo peso no recém-nascido decorrente disso;
- induzir a formação de DNA, células, neurotransmissores, aminoácidos e proteínas estruturais impulsionando o desenvolvimento do feto.
Quais alimentos são ricos em ácido fólico?
Mesmo que tomar suplementos de ácido fólico na gravidez, quando prescritos por médicos, não gere riscos à saúde, sendo até uma prática recomendada, manter uma alimentação rica nessa vitamina não deixa de ser importante. Afinal, é uma forma simples de acessar suas vantagens. Entre os alimentos que mais contam com esse nutriente estão:
- levedo de cerveja;
- lentilhas, feijão, ervilhas, soja entre outros grãos;
- gérmen de trigo, arroz e outros cereais integrais;
- espinafre, brócolis, couve e demais vegetais com folhas verde-escuras;
- fígado de galinha e ovos;
- avelãs, nozes e sementes;
- frutas cítricas como laranja e limão;
- macarrão, pães e preparações com farinha de trigo ou milho que por lei no Brasil devem ser enriquecidas com B9.
Qual é a dose necessária desse nutriente por dia para gestantes?
Como o organismo não é capaz de criar e manter reservas desse nutriente a longo prazo, sua reposição precisa ocorrer de forma diária. Também é importante saber que as doses de ácido fólico na gravidez devem ser capazes de atender a necessidade da mãe e do bebê.
Via de regra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica consumir 0,4 mg diariamente. Porém, em quadros em que há maior risco da existência da deficiência de metilfolato, a suplementação pode chegar a 5 mg por dia, segundo revisão do Departamento de Promoção da Saúde e da Fiocruz.
Essa complementação deve começar antes da gestação, uma vez que a formação das estruturas neurais e celulares em que a vitamina B9 é essencial ocorre já nas primeiras 4 semanas.
Nesse sentido, é possível encontrar orientações para que mulheres que desejam ter filhos iniciem seu uso com até 6 meses de antecedência. Como padrão, o Ministério da Saúde recomenda a implementação dessa prática com pelo menos 30 dias de antecipação.
Já quando há histórico de problemas relacionados à falta do folato, suas diretrizes apontam para uma antecipação de 2 a 3 meses. Ainda, informa que tal procedimento deve seguir por, no mínimo, 12 semanas, podendo ser estendido até o momento do parto.
O que causa a deficiência de ácido fólico?
A deficiência de ácido fólico na gravidez ou em outros momentos pode ser causada por doenças, medicamentos e até escolhas alimentares. Nesse cenário, os motivos mais comuns por trás desse problema são:
- dietas com pouca ingestão de carboidratos ou em que as farinhas e cereais consumidos são orgânicos, já que nessas situações não há o aproveitamento das opções enriquecidas com metilfolato;
- uso de anticonvulsivos ou remédios que afetam a metabolização desse nutriente pelo organismo;
- enfermidades como diabetes mellitus, anemia falciforme, amiloidose, doença celíaca, insuficiência vascular mesentérica e doença de Crohn, por exemplo;
- cirurgias no trato digestivo que diminuem a capacidade do corpo de absorver essa vitamina dos alimentos;
- quadros em que tabagismo ou alcoolismo estão presentes.
Qual é a importância do planejamento gestacional?
A necessidade de fazer a suplementação de ácido fólico antes do início da gravidez, por si só, é um bom exemplo da importância do planejamento gestacional para que tudo ocorra da melhor forma possível nessa hora.
Nesse caso, tal nutriente é essencial já nas primeiras 4 semanas para a formação do tubo neural que gera as estruturas neurológicas fetais. Como muitas mães somente descobrem que estão esperando bebê após esse marco temporal, apenas essa antecipação é capaz de minimizar riscos.
Mas esse tipo de preparação não pode se limitar a esse fator. No campo da saúde, tomar providências que previnam o desenvolvimento de problemas que afetam o feto e a gestante é a base para que esse momento seja uma completa felicidade.
Nesse contexto, é preciso entender que aspectos comportamentais, sociais, culturais e, até, financeiros são capazes de impactar na criação de um quadro favorável. Suplementar a vitamina B9 é uma forma de exemplificar isso, uma vez que questões de saúde subjacentes e desconhecidas alteram sua dosagem.
Ou seja, garantir que tanto a criança quanto a genitora permaneçam saudáveis durante toda a gravidez e o período puerperal começa por saber como está a futura mamãe antes da concepção, a fim de elaborar um plano adequado para esse ciclo.
A suplementação de ácido fólico metilfolato na gravidez é parte central dos cuidados pré-natais, sendo recomendada pela OMS e pelo Ministério da Saúde. Mais que isso, protege mãe e bebê de diversos riscos não só nesse momento, como após o parto. Manter a dose correta e priorizar alimentos ricos nesse nutriente são os caminhos para alcançar essas metas. Consulte sempre um profissional de saúde para que ele possa orientar o melhor para o seu corpo.
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