Ansiedade na gravidez: o que é normal e o que é excessivo?
A gestação é um momento de forte transformação na vida da mulher. Essa fase é cheia de descobertas, expectativas e, também, algumas inseguranças. Por isso, a ansiedade na gravidez é algo que muitas futuras mamães sentem nesse período.
Se você está se sentindo ansiosa, respire e fundo e saiba: não está sozinha nisso. Inclusive, isso é muito compreensível, afinal, são muitas mudanças chegando à sua vida.
Porém, é importante diferenciar se o que está sentindo é esperado ou se precisa de intervenção profissional.
Neste artigo, quero dividir com você quais são os principais sinais de alerta que deve estar atenta e, principalmente, não deixar de pedir ajuda quando for necessário. Continue lendo e saiba mais!
Por que a gestação é um período de muita ansiedade?
Além de todas as mudanças que estão vindo com a chegada de uma nova vida, essa é uma fase na qual o corpo passa por uma montanha-russa hormonal. Essas oscilações mexem com a parte emocional, deixando a gestante mais sensível e, em alguns casos, também mais ansiosa.
Essa é uma fase que a mente fica cheia de perguntas orbitando: será que vou dar conta? Como será o parto? Meu bebê vai nascer saudável?
Tudo isso somado pode gerar quadros de ansiedade na gravidez. Se é a sua primeira gestação, essas sensações podem ser ainda mais intensas, principalmente, por ser um momento ainda desconhecido em sua vida.
É importante lembrar que esses sentimentos não te tornam menos forte ou menos mãe. Eles fazem parte do processo de se preparar para uma nova vida que está chegando.
Como reconhecer a ansiedade em um nível normal na gravidez?
Sentir-se um pouco ansiosa durante a gravidez é normal e esperado. Geralmente, ela é leve e passageira e acontece em situações pontuais.
Alguns exemplos de situações em que ela costuma aparecer são:
- ter preocupações sobre o parto ou como será a maternagem;
- sentir-se insegura com as mudanças no corpo;
- ficar com a cabeça cheia após uma consulta ou um exame;
- passar por momentos de oscilação de humor ou pensamentos repetitivos.
Porém, geralmente eles tendem a diminuir com acolhimento da sua rede de apoio, com informações dos profissionais de saúde ou com descanso. Muitas vezes, conversar com alguém de confiança ou com o obstetra já alivia essa sensação.
Quais são os sinais de que a ansiedade está sendo excessiva?
Ter uma certa inquietação é comum. Porém, existem situações em que a ansiedade deixa de ser uma reação esperada e passa a merecer mais atenção, pois compromete o bem-estar da gestante.
Alguns sinais de ansiedade excessiva na gravidez são:
- preocupações constantes e incontroláveis, mesmo sem motivo aparente;
- dificuldade para dormir ou, até mesmo, se alimentar;
- sensação de aperto no peito, falta de ar ou taquicardia frequente;
- irritabilidade ou sensação de estar sempre no limite constantemente;
- isolamento social ou sentir dificuldade de se conectar com a gestação;
- episódios de pânico ou medo intenso que não passam, mesmo com acolhimento de pessoas próximas.
Se esses sintomas mais intensos são recorrentes, pode ser um alerta de que está aparecendo um transtorno de ansiedade, síndrome do pânico ou depressão. Todos esses quadros precisam de acompanhamento profissional, para cuidar da sua saúde mental.
Como agir caso perceba que a ansiedade está prejudicando sua qualidade de vida?
Se você percebe que a ansiedade está tomando conta do seu dia a dia, o primeiro passo é acolher esse sentimento sem julgamento. Não é errado se sentir assim, e nem a torna mais fraca. Buscar ajuda nessa situação é um ato de amor e cuidado com você e o seu bebê.
Não deixe de conversar com seu obstetra sobre o que está sentindo, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Diante do seu relato, ele pode encaminhá-la para um acompanhamento com psicoterapia ou, quando necessário, um psiquiatra especialista em gestação, para indicar uma medicação segura para essa fase.
Além disso, cerque-se de rede de apoio e busque apoio para lidar com essas sensações. Também vale a pena conversar com outras mães ou participar de grupos de apoio. Muitas vezes, dividir a experiência com quem está passando por algo parecido traz alívio e tranquilidade.
Quais são as consequências da ansiedade e estresse na gestação?
Quando a ansiedade está em um nível elevado e acontece constantemente, pode trazer impactos tanto para o bem-estar da mãe quanto para o desenvolvimento do bebê. O estresse e tensão constantes podem aumentar os riscos de:
- parto prematuro;
- pressão alta;
- diabetes gestacional;
- complicações no parto;
- dificuldades de criar vínculos com o bebê nos primeiros meses após o nascimento;
- depressão pós-parto.
Além disso, a saúde mental da mãe influencia diretamente na saúde emocional da criança. Por isso, os cuidados com o bem-estar psicológico da gestante é parte fundamental do pré-natal.
Como reduzir a ansiedade de forma saudável durante a gestação?
Seja a ansiedade natural ou a que precisa de atenção, é possível reduzir essas sensações desconfortáveis de forma saudável, com algumas dicas simples. Separei as principais que vão ajudá-la nesse momento a seguir.
Respire com consciência
As técnicas de respiração profunda e consciente ajudam a acalmar o sistema nervoso e ancorá-la no momento presente. Quando sentir a crise vindo, tente focar no ritmo da sua respiração, inspirando e expirando lentamente. Isso vai trazer mais conforto.
Crie uma rotina com pausas
Diversas futuras mamães se sentem sobrecarregadas durante a gestação, conciliando os cuidados de pré-natal com carreira e os preparativos para receber seu filho. Por isso, é importante desacelerar quando possível.
Reserve momentos para descansar, se alimentar bem e fazer coisas que você gosta. Mesmo que sejam pequenos intervalos, eles fazem toda a diferença.
Pratique atividades físicas leves
As atividades físicas são as principais aliadas para cuidar da saúde mental. Com orientação médica, não deixe de fazer atividades como caminhadas, alongamentos e yoga para gestantes. Elas ajudarão no equilíbrio emocional e na liberação de endorfinas.
Desconecte-se um pouco
Você sabia que uma das principais fontes desencadeadoras de crises de ansiedade na gestação é o excesso de informação? Nem tudo que você acompanha, por exemplo, em redes sociais, é útil.
Muitas publicações podem gerar mais preocupação do que esclarecimento. Escolha fontes confiáveis e respeite o seu tempo. Às vezes, ficar um pouco mais offline pode ajudar a acalmar a mente.
Compartilhe o que sente
Tente não se isolar e compartilhe o que está sentindo com pessoas próximas. Conversar com o parceiro, familiares ou amigas pode aliviar a pressão. Se sentir necessidade, procure uma profissional de saúde mental para esse momento.
A ansiedade na gravidez é tratável. Com os cuidados que você viu aqui e o acompanhamento profissional, é possível lidar com esse turbilhão de emoções e viver esse momento com mais leveza e presença.
Acha que esse conteúdo pode ajudar mais alguém? Então, compartilhe-o em suas redes sociais. Ele pode ser o abraço acolhedor que outra mãe está precisando hoje.
