Afinal, como acontece a hipoglicemia em bebê?
Os primeiros dias e meses de vida dos bebês são um verdadeiro oceano de dúvidas e medos para os cuidadores — além de muito amor e adaptação, claro —, o que é absolutamente normal. Afinal, eles são pequenininhos, frágeis e precisam da nossa atenção constante, inclusive para observar mudanças comportamentais e aspectos físicos e emocionais que indiquem que alguma coisa não vai bem.
E quando recebemos a notícia de um quadro de hipoglicemia no bebê, o medo e a ansiedade batem ainda forte: será que fiz algo errado? Como isso aconteceu? Como devo proceder diante do quadro?
Como mãe, eu sei que a melhor estratégia para lidar com todos esses sentimentos é a informação. Por isso, preparei este conteúdo para que você possa conhecer um pouco do que aprendi com os meus dois filhos e para alertá-la a buscar ajuda do pediatra. Quero muito que você supere essa fase estando informada e sentindo-se segura e tranquila. Vamos lá?
Entenda o que é a hipoglicemia em bebê
Hipoglicemia é o termo usado quando há um baixo nível de glicose no sangue. Antes de entendermos por que ela pode ocorrer nos bebês, é importante que saibamos qual a importância do índice glicêmico para o bom funcionamento do corpo.
Para o funcionamento dos órgãos, as células precisam de energia e, para tanto “se alimentam” da glicose disponível no sangue — que nada mais é do que a fonte dessa energia. Esse níveis de açúcar (ou a glicose) no sangue têm a regulação feita por hormônios, sendo a insulina o mais importante deles.
Ou seja, com um baixo nível glicêmico, as células ficam sem energia e, como resposta, os órgãos passam a não funcionar tão bem, o que se não for tratado, pode trazer problemas.
Quadro hipoglicêmico em bebês
A maioria dos bebês que nasce a termo (ou seja, que nasce entre 38 e 42 semanas) apresenta esse nível saudável, o que garante a compensação de eventuais quedas — absolutamente normais — nos níveis de glicose do sangue. Basicamente, a glicose aumenta durante a amamentação e vai caindo aos poucos, fazendo com que ele queira mamar novamente.
Caso o bebê não consiga armazenar uma capacidade de açúcar adequada ou consuma mais do que tem “em estoque”, ele pode desenvolver a hipoglicemia.
Esse o quadro de hipoglicemia acontece com mais frequência em bebês de mães diabéticas, ou naqueles que apresentam problemas respiratórios durante o parto, e prematuros.
Conheça os principais sintomas e tratamento
Estar atento aos principais sintomas da condição é a maneira mais efetiva de garantir o diagnóstico rápido e preciso. São eles:
- Aumento da irritabilidade;
- Sonolência;
- Moleza (o bebê apresenta prostração e apatia);
- Dificuldades na amamentação;
- Alterações na respiração e batimento cardíaco;
- Cianose (coloração azulada na pele e mucosas).
Em caso do surgimento de um ou mais sintomas, o pediatra deve ser consultado de imediato para conduzir o diagnóstico e ação adequada. É importante ressaltar que os médicos, geralmente, fazem exames para medir esse índice após o nascimento dos bebês que apresentam predisposição e, uma vez identificado o problema, conseguem reverter rapidamente o quadro.
O tratamento usual é feito por meio da readequação da amamentação. Somente nos casos mais complexos o pediatra receitará medicamentos para ajudar na elevação dos níveis de glicose.
Veja o que fazer se seu bebê apresentar hipoglicemia
Como já vimos, a amamentação regular com leite materno é o principal tratamento para a hipoglicemia em bebês. Por isso, é fundamental que você siga à risca os horários indicados pelo pediatra. Se o bebê estiver dormindo, pode ser que seja preciso acordá-lo em horários pré-determinados para que ele mame.
Se ele estiver molinho, você pode ajudá-lo a aumentar o interesse pelo leite, deixando-o bem pertinho do peito e dando bastante colo (o cheiro do leite vai estimulá-lo). Se ainda assim ele seguir dorminhoco, experimente tirar sua roupinha para que ele desperte ou dê um banho morno.
A hipoglicemia em bebês não é um quadro atípico, mas merece atenção, pois pode ocorrer depois que os exames pós-parto já tiverem sido feitos, o que aumenta a importância de monitoramento dos sintomas para buscar ajuda do pediatra o quanto antes. O acompanhamento médico é fundamental para o diagnóstico rápido e tratamento efetivo do quadro. Quanto mais atenção e calma a família contar nesse momento, mais tranquilo o bebê vai ficar e melhor será sua recuperação.
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