Vacinas do bebê: entenda quais são as vacinas necessárias para seu bebê
Um dos momentos mais angustiantes para alguns pais é o de dar as vacinas do bebê. Embora a gente saiba das provas científicas sobre o quanto é importante vacinar as crianças, por vezes ficamos bem apreensivos com o chorinho dos pequenos ou mesmo com os efeitos adversos, não é verdade?
Mas mesmo assim, muitos pais acreditam no bem que estão fazendo para os seus pequenos e para o coletivo e optam por seguir a risca o calendário nacional de vacinação recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.
Mas você conhece todas as vacinas? São tantas que não se culpe se você ficar meio perdida. Pensando nisso, resolvi trazer este post contando quais são as vacinas que estão no calendário de vacinação infantil. Assim, você fica por dentro de como manter o cartão de vacinação do pequeno em dia. Vamos lá?
Qual é a importância de vacinar o bebê?
Embora a eficácia da vacinação seja amplamente difundida, ainda existem algumas dúvidas e a importância da campanha ainda é bastante discutida. A verdade é que a vacina atua estimulando a defesa do organismo contra vírus e bactérias que podem comprometer gravemente a saúde.
Como o bebê ainda tem um sistema imunológico muito frágil e são mais suscetíveis às doenças, quanto mais cedo a vacinação for iniciada, mais cedo o organismo será protegido. Por esse motivo é que o Ministério da Saúde se preocupa em oferecer as campanhas de vacinação para as crianças pequenas.
Você sabia que o Brasil está entre os países que oferecem os melhores serviços de vacinação? Graças a ele, muitas doenças foram erradicadas há anos, como a varíola e a poliomelite. Para que doenças como meningite, coqueluche e hepatite continuem controladas é importante que todos sigam o calendário de vacinação.
Quais são as vacinas do bebê?
Desde o nascimento, os bebês precisam tomar uma série de vacinas de acordo com a idade. Cada uma delas combate uma ou mais doenças que podem trazer prejuízos à saúde dos pequenos. A seguir, veja quais são.
Ao nascer
- BCG: provavelmente, você tem uma marquinha de vacina que tomou ao nascer, que é a BCG. Acertei? Essa vacina é administrada em dose única e tem como objetivo evitar as formas mais graves de tuberculose. Ela é aplicada ainda na maternidade e gera a cicatriz no braço até os 6 meses.
- Hepatite B: outra vacina tomada tão logo o nascimento é a primeira dose da hepatite B. A doença é causada por um vírus e pode afetar o fígado, levando ao desenvolvimento de complicações. Por isso, é aplicada nas primeiras 12 horas de vida do pequeno.
2 meses
- Hepatite B: segunda dose da vacina.
- Vacina tríplice bacteriana: a primeira dose dessa vacina protege contra doenças causadas por bactérias — tétano, coqueluche e difteria.
- Rotavírus: a vacina protege contra o rotavírus, que é uma das maiores causas de gastroenterite nas crianças. A segunda dose é aplicada até os 7 meses.
- Hib: primeira dose que protege contra a infecção por Haemophilus influenzae, bactéria a meningite.
- VIP: primeira dose contra a poliomelite, uma doença causada por um vírus que causa a paralisia infantil.
- Pneumocócica 10V: primeira dose da vacina contra a doença invasiva pneumocócica. Ela protege de vários sorotipos de pneumococos que podem causar meningite, otite e pneumonia. A segunda dose deve ser administrada até os 6 meses.
3 meses
- Meningocócica C: primeira dose da vacina contra Meningite meningocócica do sorogrupo C.
- Meningocócica B: primeira dose da vacina contra Meningite meningocócica do sorogrupo B.
4 meses
- VIP: segunda dose da vacina contra a poliomelite (paralisia infantil).
- Tríplice bacteriana (DTPa): segunda dose da vacina.
- Hib: segunda dose da vacina.
5 meses
- Meningocócica C: segunda dose da vacina;
- Meningocócica B: segunda dose da vacina.
6 meses
- Hepatite B: terceira dose da vacina.
- Vacina VIP: terceira dose da vacina.
- Vacina tríplice bacteriana: terceira dose da vacina.
- Vacina Hib: terceira dose da vacina.
- Influenzae: vacina contra a gripe, administrada uma vez por ano em períodos de campanha.
9 meses
- Febre amarela: primeira dose da vacina contra a febre amarela.
12 meses
- Hepatite A: primeira dose contra a hepatite do tipo A.
- Pneumocócica: reforço da vacina contra a meningite, pneumonia e otite.
- Meningocócica C: reforço da vacina contra a meningite C, que pode ser dada até os 15 meses.
- Meningocócica B: reforço da vacina contra a meningite do tipo B, que pode ser dada até os 15 meses.
- Tríplice Viral: primeira dose da vacina que protege contra rubéola, caxumba e sarampo.
- Catapora: primeira dose contra a catapora.
Depois dessa idade, a criança pode ser imunizada contra a poliomelite por meio da vacina em gotinha, conhecida como VOP. A vacina é administrada durante o período de campanha até os 4 anos.
15 meses
- Pentavalente: quarta dose da vacina VIP.
- Catapora: segunda dose, que pode ser administrada até os 24 meses.
- Tríplice Viral: segunda dose da vacina, que pode ser administrada até os 24 meses.
- VIP: reforço da vacina contra poliomielite, que pode ser administrada até os 18 meses.
- Dos 15 meses aos 18 meses é indicado fazer o reforço da vacina tríplice bacteriana e da Hib.
4 anos
- Pentavalente: quinta dose com reforço de DTP contra tétano, difteria e coqueluche.
- DTP: segundo reforço da vacina contra o tétano, difteria e coqueluche.
- Febre amarela: reforço.
- VIP: segundo reforço da vacina.
Quais vacinas não são oferecidas pela rede pública?
Algumas vacinas não são oferecidas pela rede pública de saúde. Sendo assim, é importante consultar o pediatra do seu filho para saber qual o melhor período para tomar as vacinas pelo sistema particular. Nesse caso, é preciso procurar uma clínica de imunização. Confira quais são as vacinas que o SUS não oferece:
- vacina antimeningite meningocócica grupos A, C, W e Y;
- vacina anti-hepatite A;
- vacinas combinadas;
- vacina antipneumoco 13 valente;
- vacina antidifteria, tétano e coqueluche acelular;
- vacina pentavalente contra rotavírus;
- vacinas para o viajante.
Como você pôde acompanhar, as vacinas do bebê devem ser dadas em períodos determinados para que a imunização ocorra de maneira mais eficiente possível. Por mais que a gente fique com dó dos pequenos levarem as agulhadas, sabemos que cientificamente é para o bem deles. Portanto, fique de olho no cartão de vacinação da criança para não perder nenhuma dose. E atualize-se sempre sobre as vacinas através de fontes de informação confiáveis.
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