Taping pós-parto: 5 benefícios para a recuperação da mulher

 

O corpo da mulher passa por muitas mudanças após o nascimento da criança. Quanto melhor for a recuperação, mais rapidamente a mãe consegue retornar às suas atividades, aliviar inchaços e sentir mais conforto no dia a dia. Um aliado para isso é o taping pós-parto.

Essa técnica simples, mas muito eficaz, pode ajudá-la a recuperar a força abdominal, lidar com os desconfortos na lombar e cuidar do bebê com mais tranquilidade. Ela pode ser fundamental nos primeiros meses que seguem o nascimento.

Se você quer entender melhor como o taping pode ajudar nesse momento de recuperação e quais benefícios ele pode trazer, continue a leitura. Vou te explicar o que é essa técnica e seus principais benefícios.

O que é o taping pós-parto e suas características

O taping pós-parto é uma técnica não invasiva, que utiliza fitas elásticas aplicadas na pele abdominal. A ideia é que elas ajudem a sustentar a musculatura e tecidos, que costumam ter uma maior flacidez e perda de força após o nascimento.

Você já deve ter visto uma técnica semelhante, com o kinesio taping. Sim, essa é uma adaptação desse uso, feito na fisioterapia, para ajudar os atletas. No caso das novas mães, a aplicação é feita para atender às necessidades específicas do corpo da mulher após o fim da gestação.

A bandagem se diferencia por ter uma elasticidade parecida com a da pele. Isso permite que você consiga se movimentar tranquilamente, já que os movimentos não ficam travados, algo que é muito importante para cuidar do bebê.

Além disso, ela estimula a circulação sanguínea e linfática, ajudando a reduzir dores, inchaços e melhorar a postura.

A técnica geralmente é aplicada por fisioterapeutas especializados em saúde da mulher. Ela pode ser utilizada tanto por quem teve parto normal quanto quem realizou cesáreas. Nesse último caso, é preciso respeitar o tempo de cicatrização, sensibilidade da pele e a avaliação individual de cada mulher.

Preciso reforçar um ponto: o taping não substitui os tratamentos médicos e de outras áreas de saúde, como a fisioterapia! Porém, ele pode ser um ótimo parceiro para cuidar do corpo e bem-estar nessa fase, em que acontecem tantas mudanças físicas e emocionais.

5 benefícios do taping pós-parto

O taping pós-parto tem sido bastante utilizado, justamente, pelos diversos benefícios que ele proporciona para a nova mãe nesse momento. Conheça os principais deles a seguir!

1. Auxílio na cicatrização

Após o parto, especialmente nos casos de cesariana, o corpo entra em um processo intenso de regeneração devido à cirurgia. Nessa situação, o taping pode ajudar a suavizar a tensão ao redor da cicatriz.

Isso permite ter uma melhor circulação local e, também, ajuda a diminuir o risco de aderências. Com o acompanhamento profissional e a aplicação correta das fitas, é possível reorganizar os tecidos internos, tornando a recuperação mais tranquila.

Além disso, as mamães podem ter um alívio nas coceiras e desconfortos, que são comuns nesse momento.

2. Alívio das dores na lombar

As dores nas costas, na região lombar, são muito comuns no pós-parto. Elas são causadas pelas mudanças posturais da gestação, já que a mulher tem uma mudança súbita no peso corporal.

Além disso, o esforço físico para cuidar do bebê e o tempo prolongado na mesma posição durante a amamentação também podem ajudar a aumentar as dores.

O taping alivia a sobrecarga na região ao oferecer suporte à região lombar, estabilizando a musculatura, proporcionando conforto e segurança nos movimentos do dia a dia.

3. Diminuição de inchaços

Como as fitas ajudam na circulação linfática, a mulher também sentirá um alívio na sensação de inchaço, especialmente na região das pernas, tornozelos e abdômen.

Isso porque a posição em que elas ficam promove um processo semelhante ao da drenagem linfática, facilitando a eliminação de líquidos retidos no corpo, um desconforto bastante comum nas primeiras semanas depois do parto, independentemente de como ele tenha sido feito.

4. Maior conforto abdominal

Durante a gestação, a musculatura abdominal naturalmente se distende. Isso é preciso para acomodar o crescimento do bebê. E, no pós-parto, muitas mulheres sentem desconforto ou falta de sustentação na região.

O taping dá um reforço nisso, deixando a barriga mais estável e dando mais segurança ao se mover. Além disso, ajuda no reposicionamento natural da musculatura.

5. Tratamento da diástase abdominal

A diástase abdominal é um quadro relativamente comum em gestantes. Ele é a separação dos músculos abdominais e acontece, geralmente, no final da gestação e no pós-parto.

Claro que o tratamento é mais complexo, e envolve exercícios específicos e acompanhamento fisioterapêutico. Porém, o taping vem como um parceiro que auxilia na reaproximação muscular, acelerando os resultados positivos.

Como aplicar o taping pós-parto corretamente

A aplicação do taping deve ser sempre realizada por um profissional especializado, preferencialmente um fisioterapeuta com especialização em saúde da mulher ou fisioterapia pélvica.

Como cada corpo é único, esses especialistas sabem qual é a forma correta de posicionar as fitas de acordo com os sintomas apresentados, o tipo de parto, o tempo desde o nascimento do bebê e o objetivo do tratamento.

O processo, geralmente, envolve os seguintes passos:

  • avaliação clínica: vão ser identificadas as necessidades específicas da paciente, como dor lombar, inchaços, edemas, cicatriz recente, entre outros.
  • limpeza da pele: a região precisa estar limpa, seca e sem cremes ou óleos;
  • aplicação das fitas: elas são cortadas no formato adequado e aplicadas com a tensão correta, respeitando os pontos de ativação muscular ou drenagem;
  • reposição: as fitas costumam durar de 3 a 5 dias no corpo. Depois desse período, elas devem ser trocadas.

Enquanto elas estiverem aplicadas, a mulher pode realizar suas atividades normalmente, inclusive amamentar e cuidar do bebê. Ou seja, rotina normal!

O taping pós-parto é uma possibilidade de terapia complementar para essa fase, que é segura e eficiente. Ela proporciona conforto e ajuda a nova mãe a se adaptar às mudanças do puerpério.

Seja para aliviar dores, tratar a diástase ou melhorar a circulação, essa técnica tem ganhado cada vez mais espaço entre os profissionais de saúde e mães que desejam uma recuperação mais tranquila.

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