Saiba o que é o objeto de transição e a sua importância
De repente, você nota que o seu pequeno não desgruda mais do bichinho de pelúcia, ou que só dorme se fizer carinho na própria orelha ou na sua. Você sabia que o nome disso é objeto de transição? Pode só parecer mania, mas saiba que ele é importante para a criança.
Entender sobre o assunto pode ajudar a lidar com as mais diversas situações que o objeto de transição implica, como quando ele é esquecido em outro lugar e o bebê não consegue dormir. Pensando nisso, resolvi trazer este post para você ficar por dentro. Continue a leitura e confira!
O que é objeto de transição e como acontece?
O objeto de transição é aquele que o bebê elege como a sua companhia. Além de itens, como brinquedos, naninhas e cobertores, pode ser uma parte do próprio corpo ou de outra pessoa, geralmente a mãe. Ele acontece a partir dos 4 meses de vida, pois é quando o pequeno se entende como alguém separado da mãe.
Vou explicar: enquanto recém-nascido, o bebê se compreende como parte da mãe, como se fossem uma pessoa só. Com o passar do tempo, ele percebe que são seres distintos e que a mamãe nem sempre estará por perto para suprir suas necessidades.
É aí que ele elege algo que dá esse apoio emocional, principalmente na hora de dormir. Por isso é chamado de objeto de transição. Aliás, não precisa ser somente um, mas pode acontecer de o bebê escolher vários. Além disso, pode ser tão sutil que talvez você nunca perceba qual é o do seu filho.
Ter objeto de transição é saudável?
Sim! Ter um objeto de transição é saudável, pois reduz a ansiedade do bebê na hora da separação da mãe ou cuidador. Além do mais, isso ajuda no desenvolvimento infantil, porque essa interação do pequeno com o objeto estimula a criatividade, a cognição, a imaginação e a afetividade.
Vale lembrar que quem escolhe o objeto de transição é a criança. Não adianta outra pessoa tentar fazer com que ela se apegue a uma peça.
Como lidar com a perda do objeto de transição?
Caso o objeto de transição não seja uma parte do corpo, é preciso ficar atento às perdas. É comum que a criança sinta dificuldade para dormir e fique chorosa. Não a reprima! Explique a situação com clareza e deixe que o pequeno tente se adaptar com o que tem no local. Pode ser que ele encontre outro objeto para substituir ou acabe pegando no sono sozinho.
Quando o objeto de transição é prejudicial?
Embora o objeto de transição seja algo saudável, em alguns momentos ele pode ser prejudicial à criança. Por exemplo, quando o “objeto” for uma parte do corpo de outra pessoa. Isso pode significar angústia ou dificuldade de separação da mãe.
Outro exemplo é quando o objeto de transição passa a prejudicar o convívio social da criança, como no caso de bullying ou o fato de se recusar a deixá-lo para ir à escola. Sendo assim, vale pedir orientação do médico ou psicólogo para entender como lidar com essas situações mais intensas.
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