O que é descolamento de placenta? Saiba as causas e seus sintomas

Também conhecido como placenta abrupta, o deslocamento de placenta é uma condição médica que ocorre durante a gravidez. Nesse caso, a placenta se separa parcial ou totalmente da parede uterina antes do nascimento do bebê — essa é uma situação potencialmente grave e que exige atenção médica imediata.

Neste artigo, vamos aprofundar o assunto explicando suas causas e sintomas. Vamos lá?

Quais as principais causas?

As causas específicas do deslocamento da placenta ainda não são totalmente compreendidas, mas existem alguns fatores que podem aumentar o risco de ocorrência, como:

  • trauma abdominal: lesões traumáticas na região abdominal durante a gravidez, como acidentes de carro, quedas ou impactos diretos, podem levar ao deslocamento da placenta.
  • hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia: a pressão arterial elevada afeta a circulação sanguínea no útero, podendo levar ao descolamento prematuro da placenta;
  • tabagismo: o fumo afeta a função vascular e leva a alterações nos vasos sanguíneos uterinos, aumentando a probabilidade de deslocamento da placenta;
  • idade materna avançada: mulheres acima de 35 anos têm um risco ligeiramente maior de desenvolver deslocamento da placenta. Embora não seja uma causa direta, a idade materna avançada está associada a alterações nos vasos sanguíneos uterinos e na estrutura do útero.

Quais os sintomas?

O deslocamento da placenta apresenta diferentes sintomas, que podem variar em intensidade de acordo com a gravidade do descolamento. Alguns dos sintomas comuns incluem:

  • sangramento vaginal: o sangramento geralmente é intenso e ocorre de forma repentina. Pode variar de um sangramento leve a um sangramento profundo; 
  • dor abdominal: essa dor é frequentemente localizada na parte baixa do abdômen, onde a placenta está implantada;
  • contrações uterinas: essas contrações são diferentes das contrações de Braxton Hicks (contrações de treinamento), pois são mais frequentes, regulares e podem estar associadas à dor abdominal;
  • dor nas costas: essa dor pode ser semelhante à dor nas costas durante o trabalho de parto, mas é importante destacar que a dor nas costas sozinha não é suficiente para diagnosticar o deslocamento da placenta, pois também pode ser um sintoma comum durante a gravidez.

Quais são os riscos para a gestante e o feto?

O deslocamento da placenta é uma condição séria e potencialmente perigosa tanto para a gestante quanto para o feto. Os riscos associados a essa condição podem variar dependendo da gravidade do descolamento e da prontidão do tratamento. Riscos para a gestante:

  • hemorragia grave: é um sangramento difícil de controlar, exigindo medidas urgentes para estancar a hemorragia e restaurar a estabilidade hemodinâmica;
  • choque hipovolêmico: a perda sanguínea significativa resultante do deslocamento da placenta leva a um estado de choque hipovolêmico, no qual há uma diminuição crítica no volume de sangue circulante. Isso pode levar à insuficiência de órgãos e até mesmo à morte, se não for tratado prontamente;
  • anemia: a perda sanguínea abundante pode resultar em anemia aguda, causando fadiga, fraqueza e dificuldade de concentração na gestante.

Riscos para o feto:

  • restrição do crescimento fetal: o deslocamento da placenta pode interferir no suprimento de oxigênio e nutrientes para o feto, resultando em restrição do crescimento fetal. Isso pode levar a um desenvolvimento inadequado do bebê e complicações de saúde;
  • sofrimento fetal: a separação parcial ou total da placenta pode causar sofrimento fetal, pois a oxigenação adequada do feto é comprometida. Isso pode levar a complicações como hipóxia (baixo suprimento de oxigênio), distúrbios cardíacos e até mesmo óbito fetal;
  • parto prematuro: em alguns casos, o deslocamento da placenta pode levar a contrações uterinas precoces e trabalho de parto prematuro. Isso aumenta o risco de complicações relacionadas à prematuridade, incluindo dificuldades respiratórias, imaturidade de órgãos e outras condições médicas.

Por fim, é importante destacar que o diagnóstico precoce e o tratamento imediato são cruciais para minimizar os riscos para a gestante e o feto. Em casos graves de deslocamento da placenta, pode ser necessário realizar uma cesariana de emergência para garantir a segurança e a saúde tanto da mãe quanto do bebê.

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